sexta-feira, 2 de maio de 2014

[Resenha] Dragões De Ether - Caçadores de Bruxas








Capa:
- Renato Alarcão

Editora:
- LeYa

Impresso:
-2007

Páginas:
-438 brujas negras queimadas







Todas as pessoas que perguntavam
"O que você está lendo?" 
e eu mostrava a capa, a pergunta CHATA sempre era entoada.

"É sobre dragões?"

Se você veio até aqui à procura de dragões por favor, compre Dragões de Ether!

Uma forma de escrita que o escritor/narrador trouxe para minha concepções totalmente revolucionaria. Pois nunca tinha visto um autor CONVERSAR com você atravez das linhas.








No inicio, nos é apresentado Ocaso, o lado ocidente de Nova Eter, e sua nação principal Arzallum, comandada por O MAIOR DE TODOS OS REIS, que se localizava em Andreanne, a cidade capital, Este planeta também mostrado é onde os Deuses criaram os Semi-deuses para os "auxiliar" na ordem e na criação dos outros seres, neste caso, os humanos desta dimensão.

Você no meu lugar também não apostaria nenhuma ficha em uma menina em que sua vó morreu isolada, mas quando você vai se lembrando daquelas histórias infantis que você lia variações simples que sempre seguia no mesmo ritmo e com as mesmas fantasias. Mas aqui não. Aqui o horror, os pesares e desespero são passados.

"Um legitimo e maldito chapéu vermelho"


Mas devo resaltar que não existe um ou dois personagens principais neste livro. Todos, sim TODOS os personagem são principais, e todos estão entrelaçados.

Apresento então.:


Ariane Narim, uma jovem de 13 anos que perdeu sua avó devorada por um lobo e recebeu o apelido de "Chapeuzinho vermelho".

Anna Narim é a mãe desta jovem traumatizada, hoje Sra. Narim.

Primo Branford, Rei de Arzallum, subiu ao trono por escolha dos Conselheiros reais quando o antigo rei morreu durante a caçada às bruxas, e que venceu a mesma com muito vigor e se consagrou o maior e mais respeitado dentre todos os reinos da terra. E tendo seu nome proclamado até mesmo abaixo dos mares, acima das nuvens e até nas terras onde nunca escurece.

Anisio Branford, Primeiro príncipe, o príncipe sapo que foi atacado por uma bruxa que assim recebeu sua pele repugnante de anfíbio.

Axel Branford, segundo príncipe, o queridinho de TODAS as mulheres deste livro, o mais próximo da plebe, desde pequeno treinava o maior esporte do planeta, pugilismo.

João e Maria, aquela pobres crianças que foram enganadas por uma bruxa durante a caçada e sua história foi contada por bardos por todos os bares e vilarejos.

Capitão Gancho, maior sanguinário de todos os mares e o único capitão que foi capaz de chegar as terras das fadas.

Jamil-Coração-de-Crocodilo, atual capitão do Jolly Roger após um motim contra seu capitão.

Snail Galford, um marujo negro sem nenhum potencial dentre os outros. Não agora.

- Características.:


O autor tem uma mania que eu apelidei de "A mania dos três" que sempre que ele pretende explicar algo que está acontecendo em algum lugar distante no mesmo momento ou a mesma cena em outras perspectivas de pessoas ali descritas, ele usa a frase marcante do "Um e dois e Três". E o tempo para, isso é legal, mas pode chegar a encher a paciência depois de um tempo, até porque ele começa a descrever algo, mas depois resolve nos contar depois, e isto fará o todo sentido no final do livro.
No Final.


- Misticismo.:
A minha parte favorita foi a descrição da Águia-Dragão (pra mim é uma fênix) e companheira de Axel, mesmo eu não sabendo o que ligava um ao outro, pois não é explicado.

Com uma pegada de "Contra o preconceito" ele descreve o guarda costa Muralha, o troll cinzento, e melhor amigo de Axel. Pois um troll é um troll e ninguém gostavam deles.
Muito menos anões.

- Tempo.:


O tempo em Nova Ether é meio louco por eu não conseguir acompanhar a virada do dia pra noite. pois se passa muito repentinamente (talvez uma distração minha? sei lá, não sou perfeito né?? rsrs) e os dias da semana são divididos em elementos como "Dia da terra, fogo, água, ar e o quinto dia", este quinto dia era o dia de descanso de todos, são os nossos domingos.

Como enredo principal de todo o livro, é a chegada da Bruxaria novamente em Arzallum, o que todos imaginavam ter terminado na era da caçada as bruxas.
Mas não. Não mesmo.


Por fim, a parte que eu literalmente joguei o livro pra cima de tanta emoção foi quando um pequeno ser de força e raiva mencionável foi adicionado na história e tudo teve ligação com o inicio.
O Mestre anão Ira foi apresentado. Zangado.


Alguns erros e concordâncias foram deixadas por vacilo, acontece com qualquer livro, como toda apresentação de personagens, ficou massante as primeiras páginas ( super tolerável) e para um leitor de primeira viajem possa ser agonizante ficar sem entender até o final coisas que no inicio poderia ser explicada, assim dando muita enfase nas descrições aonde poderia passar uma régua e pular pra ação ( ou talvez foi minha afobação hehe)
Em minha Humilde opinião, Caçadores de Bruxas é um livro pra crianças aprenderem sobre as fantasias e para os mais de idade poderem reviver estas histórias de uma maneira muito mais irada e divertida.

Entendida por inteiro.

Ou não.

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